O monge e o samurai



“Havia, no Japão antigo, um samurai muito famoso e muito respeitado devido às suas conquistas na arte da guerra. Já então bastante velho, o samurai, preocupado com a chegada da morte, ouviu falar da existência de um grande mestre, um monge que vivia nas montanhas. Desta forma decidiu procura-lo, e subiu a montanha, juntamente com seus leais soldados, que sempre o acompanhavam.

Quando chegou  onde o monge habitava, vendo-o meditar serenamente embaixo de uma árvore, o samurai, desceu de seu cavalo e dirigiu-se a ele, pedindo que o mesmo lhe explicasse a respeito do “céu” e do “inferno”. O mestre, porém, concentrado em sua meditação, sequer lhe deu atenção. O Samurai então, acostumado a ser sempre prontamente obedecido, começou a irritar-se  pela indiferença do mestre e lhe perguntou mais uma vez, não obtendo, novamente, nenhuma resposta.

O samurai então, completamente encolerizado, empunhou rapidamente sua espada e a levantou sobre a cabeça do mestre, preparando-se para decapita-lo quando o mestre lhe disse: “observa...este é o inferno!”. O Samurai então, admirado com a sabedoria e a coragem do mestre, guardou sua espada e se ajoelhou perante ele, fazendo uma respeitosa reverência. Então o mestre lhe disse: “...e este é o céu!”.

Esta simples parábola nos apresenta uma visão muito profunda de uma grande verdade: Nós mesmos criamos, através de nossos pensamentos, palavras e atos, nosso próprio “céu” e nosso próprio “inferno” e manifestamos este estado no “aqui” e “agora”. Podemos estar no céu da serenidade, da paz e da harmonia, ou  no inferno da raiva, do desequilíbrio e da desarmonia.
Tudo depende do caminho que escolhemos trilhar